16 de Março: Por que o clima do Brasil está mudando e o que temos a ver com isso?
Neste 16 de Março, Dia Nacional de Conscientização sobre as Mudanças Climáticas, refletimos sobre o desmatamento, o modelo de transporte e a urgência de políticas públicas para proteger idosos e comunidades ribeirinhas. Entenda como nossa saúde está interligada à preservação da Mãe Natureza e por que precisamos agir agora.
Hoje é o Dia Nacional de Conscientização sobre as Mudanças Climáticas. Você já deve ter reparado que o tempo não é mais o mesmo: ou é um calor insuportável que não passa, ou são chuvas tão fortes que causam estragos em poucos minutos. Mas por que isso está acontecendo?
Os maiores problemas do Brasil Nosso planeta está esquentando porque emitimos gases demais na atmosfera. No Brasil, os maiores problemas não são só as fábricas, mas principalmente as queimadas e o desmatamento ilegal. Precisamos cobrar que as leis ambientais sejam cumpridas com rigor e que a fiscalização acabe com a impunidade. Além disso, nosso modelo de transporte ainda é muito dependente de combustíveis fósseis. Caminhões e carros particulares entopem nossas estradas e cidades, lançando toneladas de poluentes no ar todos os dias. Estradas mal planejadas também fragmentam nossas florestas e facilitam a destruição do verde.
As consequências no seu dia a dia Quando as árvores caem e a poluição aumenta, prejudicamos os “rios voadores” , que são as massas de umidade que trazem chuva para o resto do país. Sem elas:
- A conta de luz sobe, porque os reservatórios das hidrelétricas secam.
- A comida fica cara, pois o transporte por estradas precárias e o plantio sem água encarecem tudo.
- A saúde sofre, especialmente com a poluição urbana, o ar seco e as ondas de calor extremo.
O desafio da Adaptação e a Urgência Pública Não basta apenas tentar frear o aquecimento; precisamos urgentemente adaptar nossas comunidades.
Adaptar significa preparar nossas cidades para que as chuvas não virem tragédias e o calor não se torne mortal.
Precisamos cobrar que os órgãos governamentais cumpram políticas públicas rigorosas para proteger as pessoas de maior vulnerabilidade. É urgente o investimento em infraestrutura para retirar famílias de regiões de risco e garantir moradia digna para as populações ribeirinhas, que são as primeiras a sofrer com as cheias. Além disso, precisamos de um olhar especial para os nossos idosos, que são os que mais sofrem com as ondas de calor e têm maior dificuldade de locomoção em desastres naturais. Adaptar é um ato de respeito e cuidado com quem mais precisa.
O que podemos fazer? A mudança começa com a nossa cobrança por atitudes governamentais e um transporte mais limpo, mas também fazendo nossa parte: evitar o desperdício, cuidar do nosso lixo para não contaminar nossas águas, sejam dos rios, dos mares ou dos oceanos, e entender que nossa vida está diretamente relacionada à vida da Natureza.
Afinal, tudo na criação foi feito com muito amor para nós. Se recebemos esse presente com tanto carinho, o nosso papel é retribuir com amor por tudo e por todos. Valorizar o verde é, no fundo, valorizar a nossa própria existência, a nossa saúde e a nossa própria vida. Está tudo interligado, tudo em conexão com a criação e com a saúde da nossa Mãe Natureza.
Referências
- INPE: www.inpe.br
- Observatório do Clima: seeg.eco.br
- IPCC: ipcc.ch
- Ministério do Meio Ambiente: gov.br/mma
